SÍMBOLOS MAÇÔNICOS NA ROTA TURÍSTICA DO CAMINHO DO COMÉRCIO
Eureste Turvense
O Caminho do Comércio, rota aberta a partir do ano de 1811, com o objetivo de facilitar o escoamento de produtos de Minas Gerais para abastecer a Corte, no Rio de Janeiro, tem sido objeto de muitas pesquisas históricas recentemente.
Em razão
disso, algumas descobertas surpreendentes estão sendo reveladas envolvendo a antiga via, que percorre os municípios de São João del-Rei, Madre de Deus de
Minas, Andrelândia, Arantina, Bom Jardim de Minas, Rio Preto, Valença, Rio das
Flores, Vassouras, Miguel Pereira, Nova
Iguaçu e Rio de Janeiro.
Capela de Santo Antônio com símbolos maçônicos em sua fachada
Entre essas
descobertas, ganham relevo os símbolos maçônicos encontrados, até o presente
momento, em duas igrejas dos séculos XVIII e XIX, o que indica, a princípio, a
presença de “pedreiros-livres”, ou maçons, na rede social que participou dos
fatos envolvendo as localidades cortadas pela rota do Caminho do Comércio.
Na cidade de
São João del-Rei, a capela de Santo Antônio, localizada na rua de mesmo nome, construída no século XVIII, ostenta em sua fachada as letras J e B,
relacionadas aos nomes das duas colunas do templo de Salomão e de elevado
significado para os iniciados na Arte Real.
Além disso, em
razão de uma reforma realizada no ano de 1884, tal data foi inserida também na
fachada, sendo que o “4” foi deliberadamente inserido com o formado de um
esquadro, um dos símbolos da maçonaria mundial. Sobre a data foi inserida uma
flor de acácia, cujo significado é conhecido pelos mestres maçons.
As
colunas maçônicas J e B
O
esquadro maçônico
Os
pesquisadores também identificaram símbolos maçônicos no interior da capela
dedicada a São José, no Distrito de Taboas, em Rio das Flores, Vale do Café
fluminense.
Nas talhas dos
altares do interior do pequeno templo, erguido em 1869, é possível verificar diversos símbolos da maçonaria, o que evidencia que os responsáveis pela
edificação possuíam aprofundado conhecimento sobre a sociedade secreta
defensora, desde as brumas da história, da liberdade, igualdade e fraternidade.
Entre os
elementos simbólicos foram identificados pelos estudiosos o delta luminoso, compasso e esquadro sobrepostos, o Livro da
Lei, a flor da acácia, romãs e a corda de nós, todos de grande relevância para a ordem maçônica..
Altar
com o Delta Luminoso, romãs e acácias
Altar
com o medalhão do compasso e esquadro e corda de nós
Altar
com o Livro da Lei, romãs e acácias
Detalhe
do medalhão com o compasso e o esquadro, símbolo clássico da maçonaria universal
As pesquisas
indicam a possibilidade de que os responsáveis pela abertura e uso do Caminho do
Comércio, em parte, fossem iniciados na sociedade secreta da maçonaria e que os
templos citados fossem utilizados, de maneira disfarçada, para a realização de
reuniões de viés libertário, que influenciaram muitos episódios da história do
país, a exemplo da Inconfidência Mineira, Independência e Abolição da
escravidão.
É sabido que parcela importante dos comerciantes de Minas e Rio de Janeiro sempre esteve ligada a esses ideais.
Enfim,
conhecer o Caminho do Comércio é mergulhar na profunda história do Brasil.
Conheça e divulgue essa rota !
Para saber mais:
https://caminhodocomercio.blogspot.com/
Instagram @caminhodocomercio
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